sexta-feira, 22 de maio de 2009

Até onde o tempo nos levar

Sem a prosa estilosa do nosso Adriano, aqui fica a minha impressão da nossa última "aventura"

Tempo passou sobre o Chico Elias…lá para Tomar. Refeitos, esquecidos e de novo entusiasmados olhamos para leste, como vontade de rolar, para os lados de Portalegre, Marvão. O dia, calmo, convidava… sem parar. A rota? … e o lucidus Carlos que a tinha tão direitinha, por Ae(s) IP(s) e IC(s), tudo recto, até ao destino a acelerar… foi-se construindo de etapa em etapa por estradas caminhos e veredas, até o tempo deixar e a fome apertar... A8, A1 e logo avistámos Vila Franca, esperava-nos, mais uma vez, a estrada do campo, onde sempre me apetece perder o olhar….enfim tanto do agrado de alguns, mas com curvas a mais para outros. Salvaterra perturbou-nos o andamento com enxames de ciclistas coloridos. De Benfica do Ribatejo rumámos quase até Raposa e depois, à esquerda, por uma “vereda” por Paço dos Negros, Marianos, Vale da Flor, Corvas, Parreira, Salvador, sob olhar atento das cegonhas atravessamos soutos, campos e prados … uma orgia de cores e aromas… na rota do touro e do cavalo. Algures no meio de nada, Pego da Curva, aldeia abandonada (?) mereceu uma paragem…junto à escola pois então…já por aqui me perdi …não consigo descrever a solidão que se sente neste lugar. Já se imaginava o almoço, que haveria de ser perto de Portalegre. Adiante perdemos Armindo, Rosa e Carlos. É pá já venho a buzinar atrás de ti há algum tempo, mas não ouviste, alerta o Adriano quando parámos no cruzamento da N244. Lá voltei para trás, nada… mais alguns quilómetros e lá estavam eles a admirar a Africa Twin do Armindo, um “pequeno” furo nuns pneus enrugados velhos e cansados…não há dúvida, o homem para além do azar tem coragem. Sem alternativa, teria mesmo de ir em cima dela até ao cruzamento. Aqui, numa pitoresca herdade, ficou a pobre pileca na companhia de belos cavalos. Cansados, solidários mas sobretudo famintos fomos até Montargil onde nos esperava o Rosa …o almoço no “Martinho” tinha que ser ali mesmo, no “Sabores do Rio”… valeu a pena …pelas migas de espargo pelo entrecosto e sobretudo pelo ensopado de enguia (opinião do autor). Após a paragem lúdica na barragem para rever, conviver e contar, o regresso aconteceu …por Mora, para os bolinhos do Carlos…monótono, por rectas infindáveis de piso liso…o Armindo, mais animado, na Deauville e o Valentim, depois do almoço, à pendura…do Rosa

1 comentário:

Adriano disse...

Caro Martinho,

O teu tx vai sic: basta o título, para saber que está altamente. Qto ao resto, só duas obs.:
- Eu não buzinei, mas isso é "cagativo"
- Vou juntar-lhe um "pacote" de vírgulas, mas só pela piada, porque as que lá estão bastam e estão mto bem.

Abraço e boas curvas,

Adriano

 

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